Quinta-feira, 17 de Maio de 2007
Seduzir

do Lat. seducere


v. tr.,

enganar, corromper, por meio de insinuações ou falsas promessas;
persuadir à prática do mal ou ao desvio dos bons costumes;
fazer cair em erro ou culpa;
desonrar;
subornar para fins ilícitos;

fig.,
encantar;
fascinar;
atrair;
dominar a vontade de.


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Terça-feira, 15 de Maio de 2007
Tentei encontrar em Miró um quadro que definisse o meu estado de espírito hoje...
Encontrei este Cat Encircled by the Flight of a Bird...


publicado por AB às 20:33 | link do post | comentar | ver comentários (5) | favorito

Domingo, 13 de Maio de 2007
Acredito em Deus, sou católica. Fui baptizada, fiz a primeira comunhão e frequentei a catequese até aos meus 14 anos, sensivelmente. Sou madrinha de baptismo de dois reguilas de sete anos. De vez em quando vou a Fátima.

... Não me lembro qual foi a última vez que fui a uma missa...

... Mas facilmente recordo o momento em que comecei a duvidar da capacidade daqueles que são intitulados como os representantes de Deus na Terra...


publicado por AB às 11:12 | link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

Sexta-feira, 11 de Maio de 2007
Os anos vão passando e continuo com dificuldade em avaliar pessoas... São muitas as vezes em que aquilo que são e o que eu gostasse que fossem se mistura... Então vou seguindo a regra inversa àquela que aprendi: até prova em contrário todas (ou quase todas) são culpadas.

E o conflito interior vai aumentando à medida que me aproximo delas... À medida que vai aumentando a vontade de que elas sejam exactamente aquilo que eu queria que fossem... E torna-se difícil racionalizar... Torna-se mais difícil ainda ser imparcial...

E surge a dúvida: será, de facto, culpada... Ou sou eu que já não consigo afastar-me do pré-conceito?

Poderá ser tão má quanto parece? Ou há coincidências?


publicado por AB às 22:58 | link do post | comentar | favorito

Terça-feira, 8 de Maio de 2007

A Invenção do Amor

Em todas as esquinas da cidade
nas paredes dos bares à porta dos edifícios públicos nas janelas dos autocarros
mesmo naquele muro arruinado por entre anúncios de aparelhos de rádio e detergentes
na vitrine da pequena loja onde não entra ninguém
no átrio da estação de caminhos de ferro que foi o lar da nossa esperança de fuga
um cartaz denuncia o nosso amor

Em letras enormes do tamanho
do medo da solidão da angústia
um cartaz denuncia que um homem e uma mulher
se encontraram num bar de hotel
numa tarde de chuva
entre zunidos de conversa
e inventaram o amor com caracter de urgência
deixando cair dos ombros o fardo incómodo da monotonia quotidiana

Um homem e uma mulher que tinham olhos e coração e fome de ternura
e souberam entender-se sem palavras inúteis
Apenas o silêncio A descoberta A estranheza
de um sorriso natural e inesperado

Não saíram de mãos dadas para a humidade diurna
Despediram-se e cada um tomou um rumo diferente
embora subterraneamente unidos pela invenção conjunta
de um amor subitamente imperativo

Um homem e uma mulher um cartaz denuncia
colado em todas as esquinas da cidade
A rádio já falou A TV anuncia
iminente a captura A policia de costumes avisada
procura os dois amantes nos becos e nas avenidas
Onde houver uma flor rubra e essencial
é possível que se escondam tremendo a cada batida na porta fechada para o mundo
É preciso encontrá-los antes que seja tarde
Antes que o exemplo frutifique Antes
que a invenção do amor se processe em cadeia

Há pesadas sanções para os que auxiliarem os fugitivos
Chamem as tropas aquarteladas na província
Convoquem os reservistas os bombeiros os elementos da defesa passiva
Todos decrete-se a lei marcial com todas as consequências
O perigo justifica-o Um homem e uma mulher
conheceram-se amaram-se perderam-se no labirinto da cidade

É indispensável encontrá-los dominá-los convencê-los
antes que seja tarde
e a memória da infância nos jardins escondidos
acorde a tolerância no coração das pessoas

Fechem as escolas Sobretudo
protejam as crianças da contaminação
uma agência comunica que algures ao sul do rio
um menino pediu uma rosa vermelha
e chorou nervosamente porque lha recusaram
Segundo o director da sua escola é um pequeno triste inexplicavelmente dado aos longos silêncios e aos choros sem razão
Aplicado no entanto Respeitador da disciplina
Um caso típico de inadaptação congénita disseram os psicólogos
Ainda bem que se revelou a tempo Vai ser internado
e submetido a um tratamento especial de recuperação
Mas é possível que haja outros É absolutamente vital
que o diagnóstico se faça no período primário da doença
E também que se evite o contágio com o homem e a mulher
de que fala no cartaz colado em todas as esquinas da cidade

Está em jogo o destino da civilização que construímos
o destino das máquinas das bombas de hidrogénio das normas de discriminação racial
o futuro da estrutura industrial de que nos orgulhamos
a verdade incontroversa das declarações políticas

...

É possível que cantem
mas defendam-se de entender a sua voz Alguém que os escutou
deixou cair as armas e mergulhou nas mãos o rosto banhado de lágrimas
E quando foi interrogado em Tribunal de Guerra
respondeu que a voz e as palavras o faziam feliz
lhe lembravam a infância Campos verdes floridos
Água simples correndo A brisa das montanhas
Foi condenado à morte é evidente É preciso evitar um mal maior
Mas caminhou cantando para o muro da execução
foi necessário amordaçá-lo e mesmo desprendia-se dele
um misterioso halo de uma felicidade incorrupta

...

Procurem a mulher o homem que num bar
de hotel se encontraram numa tarde de chuva
Se tanto for preciso estabeleçam barricadas
senhas salvo-condutos horas de recolher
censura prévia à Imprensa tribunais de excepção
Para bem da cidade do país da cultura
é preciso encontrar o casal fugitivo
que inventou o amor com carácter de urgência

Os jornais da manhã publicam a notícia
de que os viram passar de mãos dadas sorrindo
numa rua serena debruada de acácias
Um velho sem família a testemunha diz
ter sentido de súbito uma estranha paz interior
uma voz desprendendo um cheiro a primavera
o doce bafo quente da adolescência longínqua

Daniel Filipe (1925 - 1964)



publicado por AB às 22:43 | link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

Domingo, 6 de Maio de 2007
Á medida que vou assistindo aos serviços noticiosos e espreitando as páginas on-line dos jornais, vou ficando com uma dúvida:

Será que escarrapachar, tim-tim por tim-tim, aquilo que está a ser feito pela PJ; as acções que estão a ser desenvolvidas pela GNR e os eventuais furos de fiscalização no meio disto tudo, no caso Madeleine, é proveitoso para a investigação?

Eu não percebo nada do assunto, mas penso que, de vez em quando, os meios de comunicação abusam da liberdade de imprensa.

Resta-me acreditar que as forças policiais e de investigação saibam muito mais do que aquilo que dizem.



publicado por AB às 20:30 | link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Poema à mãe

No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe.

Tudo porque já não sou
o menino adormecido
no fundo dos teus olhos.

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me? -
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;

ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa

no meio de um laranjal...

Mas - tu sabes - a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

Eugénio de Andrade (1923 - 2005)



publicado por AB às 11:07 | link do post | comentar | favorito

Sábado, 5 de Maio de 2007
Em tempos fiz serviço voluntário para o Banco Alimentar contra a Fome... Era um sábado de Dezembro e estávamos à entrada do hipermercado existente no Centro Comercial Colombo, em Lisboa.
Daquelas horas recordo um certo desalento, associado ao cansaço de ouvir tantos e sucessivos "nãos"... Mas, acima de tudo, guardo a ilação de que, tendencialmente, os que menos têm são os que melhor correspondem a este tipo de iniciativa.

Compreendo que as pessoas desconfiem... Que se questionem sobre o destino daqueles alimentos... Mas, ao mesmo tempo, gosto de acreditar que o Banco Alimentar contra a Fome é um projecto sólido e sério... E que é nosso dever, enquanto cidadãos, ajudar o próximo... Os tempos são de crise, é certo, mas se todos contribuirmos com um pacote de arroz, de conserva ou qualquer outro daqueles géneros que são especificados nos sacos que nos são entregues, não custa muito e de pouco faremos muito.

Vamos ajudar e ter esperança que vai dar certo!


publicado por AB às 14:03 | link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Terça-feira, 1 de Maio de 2007
De acordo com a comunicação social, um conhecido dirigente da Direita portuguesa, em campanha na Madeira, terá proferido, durante um discurso, qualquer coisa como: "o trabalho liberta".

Para os menos atentos, somos a recordar que esta frase ficou célebre durante o domínio nazi, e dá as boas-vindas a todos aqueles que visitam (actualmente só se visita, felizmente) um conhecido campo de concentração sito na Polónia - Auschwitz.

Arbeit macht frei
... Palavras para quê?


publicado por AB às 17:53 | link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

Definição: pessoa que fala muito e sem pensar.
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